Quando fui ao PEFI (espaço que acolhe colegas especiais da nossa escola), no âmbito do projeto de Cidadania e Desenvolvimento, consegui perceber melhor quais as dificuldades/diferenças de cada um dos meninos e o que é ser feliz para aqueles alunos tão especiais da nossa escola.
Enquanto lá estive, ajudei a finalizar uma tarefa que eles tinham começado para a semana dos afetos. A atividade era bastante simples, consistia em recortar um coração de papel e colocar no centro a seguinte pergunta: “ o que é que te faz feliz?”. Com as respostas de cada um dos alunos, incluindo o aluno que ajudei, deu para perceber que estar na escola é o principal motivo da felicidade dos nossos colegas. De facto, após refletir sobre o assunto, fez todo o sentido as respostas por eles dadas, visto que a escola é o lugar onde eles estão com os amigos e desenvolvem várias atividades benéficas, como a da semana dos afetos, que apesar de nos parecer bastante simples e “banal”, pode ser complicada e complexa para estes colegas especiais… mas apesar de tudo, eles mostram-se sempre muito alegres e satisfeitos ao executar as atividades.
Isto mostrou-me que com aquilo que nós chamamos “pouco”, os meninos do PEFI conseguem adaptar cada situação à sua maneira, de modo a criar um momento de satisfação e felicidade ao realizar determinada tarefa e conseguir superá-la, por mais simples que nos pareça.
Concluindo, conviver com os meninos especiais na nossa escola foi bastante emocionante e surpreendente, principalmente por ver a maneira como eles abraçam os desafios e não desistem facilmente. Isto fez-me pensar que realmente podemos evitar bastantes problemas que achamos que temos e o quão egoísta somos por não darmos valor ao que temos, visto que nunca estamos satisfeitos com aquilo que temos e nem sequer pensamos nas pessoas ao nosso redor, que podem estar em situações bem piores que a nossa.
Com isto, quero dizer que devíamos aprender a olhar para a vida como os meninos do PEFI: sempre com um sorriso na cara e gratos pelo que têm e são.
Esta experiência foi, sem duvida, uma aprendizagem que levo para a vida, pois na verdade: somos todos felizes e não sabemos.
Amina Vali, 11.º1 CT
No AEAMS é possível SER, aprender, conhecer e fazer de forma diferente. É tão importante o processo, como o produto, quando as pessoas se unem e partilham, numa relação saudável de construção de PESSOAS....
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