terça-feira, 17 de março de 2020

Depoimento: Todos diferentes mas todos iguais!


Este ano, para o projeto de Cidadania e Desenvolvimento escolhemos conhecer o Centro de Aprendizagem e desenvolver um projeto com os nossos colegas da turma do PEFI, que consiste em conhecermo-nos melhor e aprendermos a aceitar as diferenças, entre outros objetivos de cidadania ativa, como o voluntariado.
Para começar, organizámo-nos em pequenos grupos, para começarmos a visitar o espaço PEFI, sem perturbar muito as atividades que ali decorrem. Quando entrámos na sala, alguns dos alunos já nos conheciam pelo que ficaram muito contentes em ver-nos. A primeira atividade foi a de apresentação, onde em pares tínhamos de fazer perguntas uns aos outros para nos conhecermos melhor. O meu par foi um aluno com dificuldades motoras, que não consegue falar, mas comunica e gosta de comunicar. Apesar das suas dificuldades consegui saber mais pormenores da sua vida e ele da minha.
A segunda atividade consistia em trocarmos de par, falarmos dos nossos sonhos e do que queríamos para o futuro.
Com estas atividades pude ver as dificuldades de cada um, de memorização, de comunicação, a capacidade de se conseguirem expressar e dizerem o que sentem…. Quanto aos sonhos destes alunos ia desde ser jogador de futebol profissional a trabalhar numa loja de centro comercial, num lar e ser professor. Estes alunos tinham todos algo em comum: querer ajudar os outros, pois apesar das suas limitações, sentem que podem mudar o mundo, através das suas ações.
Apesar de todos os obstáculos no dia-a-dia deles, consegui perceber que são felizes com muito pouco, pois o simples facto de irem para a escola e passarem tempo com os amigos já os deixa muito felizes.
Estou a gostar muito de participar neste projeto, pois faz-nos refletir sobre nós e as nossas ações.
Se todas as pessoas aprendessem a viver com as diferenças uns dos outros, o mundo seria mais feliz e unido. Nós que temos a oportunidade de irmos à escola e aprender, somos uns privilegiados, pois podemos seguir os nossos sonhos sem grandes restrições, viver sem limitações de maior, mas a maior parte das vezes somos egoístas, não sabemos aproveitar a sorte que temos e não damos valor ao que devíamos dar, pois só pensamos em bens materiais, sem perceber que o que fica para a vida são as boas ações, aventuras e momentos que passamos uns com os outros.
Afinal, somos todos iguais na diferença.


Carlota Costa, 11.º 1 CT

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